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qual interesse de trump na venezuela

Trump tem hoje três grandes interesses principais na Venezuela: controlar o petróleo venezuelano, projetar poder militar/político na região e usar o tema para fortalecer sua imagem interna como “duro” contra ditaduras, drogas e imigração.

Petróleo e dinheiro

  • Trump fala abertamente em “reconstruir a infraestrutura de petróleo” da Venezuela com grandes petroleiras americanas, financiadas pelos próprios recursos do país.
  • Ele afirma que “não vai custar nada aos EUA” porque o dinheiro viria da produção de petróleo, deixando claro o interesse em extrair riqueza do setor energético venezuelano.
  • A ideia é que empresas dos EUA invistam bilhões, controlem a produção e usem parte dos ganhos como compensação por “danos” atribuídos ao regime Maduro e para “ajudar o povo venezuelano”.

Controle político e geopolítica

  • Trump declarou que os EUA vão “dirigir” ou “administrar” a Venezuela após a captura de Nicolás Maduro, até uma transição considerada “segura” por Washington, o que aponta para interesse direto em moldar o futuro governo venezuelano.
  • Isso representa a intervenção mais explícita dos EUA na América Latina desde o Panamá em 1989, o que reforça a ideia de reposicionar os EUA como poder dominante na região e evitar influência de outros atores, como Rússia e China.
  • Ao dizer que não quer “deixar outra pessoa entrar” antes de estabilizar o país, Trump sugere que o controle americano é também uma disputa por influência geopolítica, não só por recursos.

Segurança, drogas e imigração (discurso oficial)

  • Trump justifica ações militares e ataques a alvos venezuelanos como parte de uma “guerra” contra o narcotráfico, acusando Maduro de alimentar a violência e o tráfico de drogas que chegam aos EUA.
  • No discurso interno, isso se conecta a dois temas fortes junto à sua base: combate ao crime organizado e endurecimento contra imigração irregular, usando o caos venezuelano como exemplo de ameaça à segurança dos EUA.
  • Ao prometer “trazer paz, liberdade e justiça aos venezuelanos” e proteger os que fugiram para os EUA, ele também tenta se apresentar como defensor dos exilados, mesmo enquanto reforça uma política de linha dura.

Imagem doméstica e “espetáculo”

  • Analistas e comentaristas apontam que a escalada contra a Venezuela rende para Trump um “show” político: imagens de ataques, operações militares e captura de um líder autoritário servem para mobilizar sua base e ocupar o noticiário.
  • Esse tipo de ação permite que ele se apresente como forte em política externa, em contraste com a ideia de presidentes “fracos” que “deixam tudo ir para o inferno” depois de intervir e sair.
  • Ao prometer “administrar o país de forma profissional” com empresas americanas e “fazer a Venezuela grande” novamente, ele mistura narrativa de negócios, patriotismo econômico e combate a inimigos externos, o que funciona bem em campanha e na guerra de narrativas.

Em resumo:

  • Interesse econômico: petróleo e investimentos de grandes petroleiras.
  • Interesse geopolítico: controlar a transição e reforçar a influência dos EUA na América Latina.
  • Interesse político interno: usar Venezuela como palco para mostrar força contra drogas, imigração e “ditaduras”, fortalecendo sua imagem perante a base.

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