Candida auris é um fungo (levedura) que pode viver na pele e em superfícies e, em algumas pessoas, causa infecções graves, sobretudo em ambiente hospitalar e UTI. É chamado de “superfungo” porque muitas cepas são resistentes a vários antifúngicos e se espalham com facilidade em serviços de saúde.

O que é a Candida auris

  • É uma espécie de Candida, um tipo de fungo que normalmente pode habitar a pele e mucosas, mas a C. auris tem comportamento mais agressivo e resistente.
  • Foi descrita pela primeira vez em 2009 e hoje é considerada um problema global de saúde, com surtos em hospitais de vários países.

O que ela causa no corpo

Em muitas pessoas, C. auris apenas coloniza a pele ou mucosas, sem sintomas (a pessoa “carrega” o fungo). Quando causa doença, geralmente é em pessoas internadas e fragilizadas.

Principais tipos de infecção relatados:

  • Infecção de corrente sanguínea (candidemia), que pode evoluir para sepse.
  • Infecções urinárias, de feridas cirúrgicas ou de cateteres e outros dispositivos invasivos.
  • Em casos graves, pode atingir órgãos internos (infecções invasivas), com alta mortalidade em pacientes críticos.

Quem tem mais risco

Os fatores de risco estão muito ligados ao ambiente hospitalar e à condição clínica do paciente.

Entre os principais:

  1. Internação em UTI ou longa permanência hospitalar.
  1. Uso de cateter venoso central, cateter urinário ou outros dispositivos invasivos.
  1. Cirurgias recentes, nutrição parenteral, ventilação mecânica.
  1. Doenças que debilitam o organismo (diabetes, câncer, doença renal crônica) ou uso de medicamentos imunossupressores, quimioterapia, corticoides.
  1. Uso recente de antibióticos de amplo espectro ou antifúngicos, que altera o equilíbrio da microbiota e favorece o fungo resistente.

Para pessoas saudáveis na comunidade, o risco de doença é considerado baixo; o foco maior é em hospitais e clínicas.

Por que é considerado “superfungo”

  • Alta resistência a medicamentos: muitas cepas são resistentes a azóis e, em alguns casos, a outros grupos de antifúngicos, limitando opções de tratamento.
  • Fácil disseminação: sobrevive por muito tempo em superfícies (macas, equipamentos, camas) e se espalha pelas mãos e materiais se a higiene não for rigorosa.
  • Dificuldade de identificação: em alguns laboratórios, pode ser confundido com outras espécies de Candida se não houver métodos específicos, atrasando o diagnóstico e o tratamento adequado.

Há, inclusive, hipóteses de que mudanças climáticas e aumento da temperatura ambiental tenham favorecido a adaptação desse fungo para sobreviver melhor em temperaturas do corpo humano, o que ajudaria a explicar sua emergência recente como patógeno humano.

Como se pega e como se prevenir

Transmissão ocorre principalmente:

  • Por contato direto com a pele de pessoas colonizadas ou infectadas.
  • Por contato com superfícies e equipamentos contaminados em hospitais (leitos, bombas de infusão, termômetros, etc.).

Medidas de prevenção em hospitais incluem:

  • Higiene de mãos rigorosa com água e sabão ou preparação alcoólica antes e depois de tocar o paciente ou o ambiente.
  • Uso de luvas, aventais e isolamento/contact precautions para pacientes colonizados ou infectados.
  • Limpeza e desinfecção ambiental com produtos eficazes contra fungos, seguindo protocolos específicos.
  • Identificação laboratorial correta e rastreamento de contatos em caso de surtos.

Na comunidade, manter higiene básica das mãos, cuidar de doenças crônicas e buscar atendimento rápido em quadros graves (febre persistente, queda do estado geral, principalmente em quem está ou esteve internado) ajuda na detecção precoce.

Em resumo, quando alguém pergunta “fungo Candida auris, o que causa?”, está falando de um superfungo que causa principalmente infecções graves em pacientes hospitalizados, com destaque para infecção de sangue e outros quadros invasivos, e que exige muita atenção em controle de infecção e uso racional de antimicrobianos.

TL;DR: Candida auris é um superfungo hospitalar que causa infecções graves (especialmente no sangue) em pessoas internadas e fragilizadas, pois é resistente a vários remédios e se espalha facilmente em hospitais.

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