O cão comunitário chamado Orelha morreu após sofrer maus-tratos cometidos por um grupo de adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis (SC), no início de janeiro de 2026.

O que aconteceu com o cão Orelha

  • Orelha era um cachorro comunitário, já idoso (cerca de 10 anos), conhecido e cuidado por moradores da Praia Brava.
  • Segundo a Polícia Civil, ele foi agredido por adolescentes no dia 4 de janeiro, com um objeto contundente (sólido, sem ponta ou lâmina), que não chegou a ser encontrado.
  • Moradores o encontraram ferido e agonizando e o levaram para atendimento veterinário.
  • Devido à gravidade das lesões na cabeça e em outras partes do corpo, os veterinários optaram por eutanásia no dia 5 de janeiro.

“Justiça por Orelha” acabou se tornando um grito de mobilização nas redes sociais, com vídeos e homenagens ao cachorro compartilhados por moradores e defensores da causa animal.

Investigação e suspeitos

  • A Polícia Civil de Santa Catarina identificou quatro adolescentes como suspeitos de cometer as agressões contra Orelha.
  • Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas casas dos jovens e de seus responsáveis, com recolhimento de celulares e outros dispositivos para perícia.
  • Mais de 20 testemunhas foram ouvidas, e mais de 70 horas de câmeras de segurança (públicas e privadas) foram analisadas para esclarecer o que ocorreu.
  • Três adultos (pais e um tio de adolescentes) foram indiciados por suspeita de coação de testemunha durante a investigação.
  • Parte dos adolescentes suspeitos viajou para os Estados Unidos em uma viagem descrita como “pré-programada”, com previsão de retorno ao Brasil.

Outro cão envolvido: Caramelo

  • O mesmo grupo de adolescentes também é suspeito de maus-tratos contra outro cão comunitário, chamado Caramelo.
  • Caramelo teria sido jogado no mar, mas conseguiu escapar.
  • O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, adotou Caramelo e usou o caso para reforçar o compromisso da corporação com a causa animal.

Repercussão pública e movimento “Justiça por Orelha”

  • O caso ganhou repercussão nacional e internacional, gerando forte comoção e revolta nas redes sociais, inclusive em fóruns e comunidades online.
  • Moradores da região, protetores de animais e celebridades passaram a cobrar providências mais duras das autoridades.
  • Surgiu uma campanha ampla chamada “Justiça por Orelha”, que inclui: abaixo-assinado por leis mais severas para maus-tratos, propostas de uma possível “Lei Orelha” e canais de denúncia anônima.

Exemplos de ações criadas

  • Site e plataforma de denúncias inspirados no caso Orelha, com orientações sobre como registrar maus-tratos e quais órgãos acionar.
  • Vídeos que mostram a rotina tranquila do cão antes do crime, usados para sensibilizar e pressionar por responsabilização.
  • Discussões em comunidades online sobre violência contra animais e necessidade de educação e punição efetiva.

Possíveis sanções aos adolescentes

  • Maus-tratos contra animais é crime no Brasil, com pena de prisão prevista para adultos.
  • Como os envolvidos são adolescentes, o caso é tratado como ato infracional, sujeito às medidas socioeducativas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como advertência, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida ou internação, a depender da decisão judicial.

Tabela-resumo do caso Orelha (HTML)

html

<table>
  <thead>
    <tr>
      <th>Aspecto</th>
      <th>Detalhes</th>
    </tr>
  </thead>
  <tbody>
    <tr>
      <td>Quem era Orelha</td>
      <td>Cão comunitário, cerca de 10 anos, cuidado por moradores da Praia Brava, em Florianópolis (SC).[web:1][web:3][web:6][web:8]</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Data das agressões</td>
      <td>Entre 3 e 4 de janeiro de 2026, conforme a Polícia Civil.[web:1][web:3][web:5][web:9]</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Como foi agredido</td>
      <td>Atingido na cabeça e em outras partes do corpo com objeto contundente; o objeto não foi localizado.[web:1][web:3][web:5]</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Atendimento veterinário</td>
      <td>Encontrado agonizando por moradores, levado a clínica e submetido à eutanásia em 5 de janeiro pela gravidade dos ferimentos.[web:1][web:3][web:5][web:9]</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Suspeitos</td>
      <td>Quatro adolescentes identificados por maus-tratos; parte deles viajou aos EUA em viagem pré-programada.[web:1][web:3][web:5][web:9]</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Adultos indiciados</td>
      <td>Três adultos (pais e um tio) indiciados por suspeita de coação de testemunha.[web:3][web:5][web:9]</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Outro cão envolvido</td>
      <td>Caramelo, também cão comunitário; teria sido jogado no mar pelo grupo, mas sobreviveu e foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil.[web:1][web:5][web:7]</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Repercussão</td>
      <td>Comoção nacional, mobilização em redes sociais, fóruns e mídia, com campanha “Justiça por Orelha”.[web:2][web:4][web:6][web:8][web:10]</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Medidas legais possíveis</td>
      <td>Para adolescentes, aplicação de medidas socioeducativas previstas no ECA por ato infracional de maus-tratos a animal.[web:9]</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Iniciativas criadas</td>
      <td>Plataforma de denúncias, abaixo-assinado por leis mais duras (“Lei Orelha”), materiais educativos sobre como agir diante de maus-tratos.[web:6][web:8][web:9]</td>
    </tr>
  </tbody>
</table>

Informação reunida com base em notícias recentes, reportagens e discussões públicas sobre o caso Orelha.

TL;DR: O cão Orelha foi brutalmente agredido por adolescentes na Praia Brava, não resistiu aos ferimentos e precisou ser sacrificado; o caso gerou grande comoção, investigação policial e um movimento nacional por “Justiça por Orelha”.

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