o que é o foro de são paulo

O Foro de São Paulo é uma articulação de partidos e organizações de esquerda da América Latina e Caribe, criada em 1990 em São Paulo, com o objetivo declarado de integrar forças progressistas e discutir alternativas ao neoliberalismo na região. Com o tempo, virou também um símbolo de disputa política e teorias da conspiração, sendo visto por alguns como um espaço legítimo de coordenação da esquerda e, por outros, como um suposto “plano de poder” continental.
Origem e objetivos
- Surgiu em 1990 a partir de um encontro convocado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) com partidos de esquerda latino‑americanos, logo após a queda do Muro de Berlim e a onda neoliberal na região.
- O objetivo inicial era debater caminhos comuns para a esquerda, fortalecer a integração latino‑americana e formular propostas anti‑imperialistas e antineoliberais em bases democráticas.
- A “Declaração de São Paulo”, de 1990, fala em renovar o pensamento socialista, combater o burocratismo e defender alternativas populares ao capitalismo neoliberal.
Em resumo, o Foro nasce como espaço de conversa e articulação programática da esquerda latino‑americana, não como um partido único ou órgão de governo.
Como o Foro funciona na prática
- O Foro organiza encontros periódicos com partidos e movimentos (socialistas, progressistas, comunistas, etc.) da América Latina e do Caribe, onde são discutidos temas como integração regional, soberania, direitos sociais e críticas ao neoliberalismo.
- Ao longo dos anos 2000, várias siglas ligadas ao Foro chegaram ao governo em seus países (por exemplo, no ciclo de governos de esquerda na região), o que aumentou a relevância política do espaço.
- Suas atividades se concentram em conferências, resoluções políticas, trocas de experiências e apoio discursivo a governos e candidaturas alinhadas, mais do que em decisões executivas vinculantes.
Ele funciona mais como um “clube político” de coordenação de ideias e estratégias do que como uma organização com comando central sobre os governos nacionais.
Por que gera tanta polêmica
Há duas grandes narrativas sobre o Foro de São Paulo:
- Visão “interna” / favorável
- Para dirigentes e simpatizantes, o Foro é um instrumento legítimo de cooperação regional contra o neoliberalismo, pela integração soberana, inclusão social e fortalecimento democrático.
* Defendem que é um espaço aberto de debate, que convive com diferenças internas e promove agendas como combate à desigualdade, direitos humanos e integração latino‑americana.
- Visão crítica / conspiratória
- Setores conservadores e de direita enxergam o Foro como um projeto continental para implantar o socialismo ou o “bolivarianismo”, com risco de enfraquecer soberanias nacionais e instituições liberais.
* Alguns influenciadores chegaram a acusar o Foro de ter vínculos com organizações criminosas ou de criar um “narco‑estado” na região, mas essas alegações não são comprovadas e são classificadas como teorias conspiratórias por estudiosos e veículos de checagem.
Na prática, o Foro virou um símbolo: para uns, de integração progressista; para outros, de ameaça ideológica – o que explica por que o tema costuma viralizar em épocas de eleição.
Foro de São Paulo hoje e debates atuais
- Mais de três décadas depois da criação, o Foro segue existindo, ainda que com menos destaque midiático constante; ele convive com outras iniciativas de articulação progressista, como redes regionais e fóruns internacionais.
- Depois da “onda rosa” (governos de esquerda nos anos 2000), houve uma fase de avanço da direita; isso reacendeu a disputa narrativa em torno do Foro, muitas vezes usado como “fantasma” em campanhas eleitorais.
- Em 2020–2025, o tema continua a reaparecer em discussões de internet, lives, vídeos de YouTube e debates públicos, mostrando como o Foro virou um “gatilho” simbólico no debate ideológico latino‑americano.
Para entender o Foro de São Paulo hoje, é importante separar o que é documentado (origem, documentos, encontros) do que é disputa política e narrativa eleitoral.
TL;DR: o Foro de São Paulo é um fórum político de partidos de esquerda da América Latina e Caribe, criado em 1990 para articular alternativas ao neoliberalismo e promover integração regional; com o tempo, virou alvo de teorias da conspiração e disputas ideológicas intensas, especialmente em contextos eleitorais.
Information gathered from public forums or data available on the internet and portrayed here.