A faraó ligada a essa descoberta recente de várias jarras de vinho é a rainha Merneith (também grafada Meret-Neith), figura da 1ª dinastia do Egito, frequentemente considerada uma das primeiras faraós mulheres.

Quem foi essa faraó?

  • Merneith/Meret-Neith viveu por volta de 2970 a.C. e é associada ao início do período dinástico do Egito.
  • Pesquisadores sugerem que ela pode ter governado como faraó ou regente, motivo pelo qual muitas vezes é citada como possível primeira mulher faraó do Egito.

A tumba e as jarras de vinho

  • Na tumba de Merneith em Abydos foram encontrados centenas de grandes jarros de vinho, datados de cerca de 5.000 anos, muitos ainda selados ou com vestígios bem preservados.
  • As análises apontam resíduos orgânicos, sementes de uva e cristalização do líquido dentro das jarras, confirmando que se tratava de vinho destinado ao uso funerário e à vida após a morte.

Por que tantas jarras de vinho?

  • Os bens funerários, incluindo o grande número de jarros de vinho, indicam o alto status de Merneith e reforçam a ideia de que ela desempenhou um papel central no governo, possivelmente como soberana plena.
  • No contexto egípcio antigo, o vinho era associado a rituais, ao culto aos deuses e à ideia de provisões para a jornada do faraó no além, o que explica sua presença em grande quantidade em algumas tumbas reais.

Informações reunidas a partir de notícias e reportagens arqueológicas disponíveis publicamente.