Os Estados Unidos têm interesse na Venezuela principalmente por causa do petróleo , da posição estratégica no Caribe/América do Sul e da disputa geopolítica com outros atores como Rússia, China e Irã. Desde o fim de 2025 e início de 2026, isso deixou de ser apenas discurso e passou a uma intervenção militar direta, com captura de Nicolás Maduro e promessa do governo Trump de “administrar” o país durante uma transição de poder, envolvendo diretamente empresas petrolíferas norte‑americanas.

Interesses centrais dos EUA

  • Controle e acesso às maiores reservas de petróleo do mundo, que estão na Venezuela, com promessa explícita de colocar empresas dos EUA para “consertar a infraestrutura de petróleo” e “começar a ganhar dinheiro para o país”.
  • Garantir influência sobre a transição política venezuelana, com Trump dizendo que os EUA vão “comandar” o país até uma “transição segura, adequada e judiciosa”.
  • Reafirmar a doutrina de predominância norte‑americana no hemisfério (“Monroe/‘Donroe’ Doctrine”), impedindo que potências extra‑hemisféricas controlem ativos estratégicos na região.

Narrativa oficial de Washington

  • Justificativa em segurança: acusação de que Maduro chefiava um “narco‑estado” e que redes como o Cartel de los Soles estavam ligadas ao governo, usadas para enquadrar operações como combate ao narcotráfico e ao terrorismo.
  • Discurso de “libertação” e “transição democrática”, apresentando a intervenção como necessária para proteger o povo venezuelano e restaurar a democracia após alegações de fraude eleitoral em 2024.
  • Argumento de proteção de interesses e pessoal dos EUA na região, usado por autoridades em Washington para enquadrar as ações dentro da autoridade do presidente em política externa e segurança nacional.

O que está acontecendo em 2025–2026

  • Em 2025 houve escalada: envio de navios de guerra, operações contra embarcações no Caribe sob a bandeira de combate ao narcotráfico, fiscalização e apreensão de petroleiros com petróleo venezuelano, na prática um tipo de bloqueio econômico‑marítimo.
  • Em 3 de janeiro de 2026, os EUA lançaram ataques aéreos em instalações militares e na região de Caracas, desabilitando defesas aéreas e resultando na captura de Maduro, em uma operação chamada “Absolute Resolve”, integrada a uma campanha maior (“Operation Southern Spear”).
  • Após a captura, Trump declarou que os EUA vão “administrar” o país e que empresas americanas irão investir bilhões para explorar e reconstruir o setor de energia venezuelano, vinculando diretamente presença militar e controle do petróleo.

Visões e críticas sobre esses interesses

  • Analistas críticos argumentam que, por trás da retórica antidrogas e pró‑democracia, o objetivo real é garantir controle sobre as reservas de petróleo e reafirmar hegemonia norte‑americana na América Latina, sobretudo diante da presença de Rússia, China e Irã na Venezuela.
  • Outros destacam o risco de “novo Iraque/Libia”: ocupação prolongada, instabilidade interna, fragmentação do Estado e crescimento de grupos armados, o que poderia afetar toda a região, inclusive Brasil e Caribe.
  • Há também quem veja a ação como um recado a aliados e adversários de que os EUA estão dispostos a usar força militar para garantir que nenhum outro país controle ativos estratégicos no hemisfério ocidental.

Como isso te afeta / contexto de “quick scoop”

  • Para a política regional, o caso Venezuela vira laboratório de até onde os EUA vão para manter hegemonia no hemisfério e como governos vizinhos (Brasil, Colômbia, Caribe) vão se posicionar entre Washington e outras potências.
  • Para o debate público e em fóruns online, a pergunta “qual o interesse dos EUA na Venezuela” hoje mistura:
    • disputa por petróleo e reconstrução do setor energético;
    • combate ao narcotráfico e narrativa de “narco‑estado”;
    • jogo de poder geopolítico contra Rússia/China/Irã;
    • e o uso da velha lógica da Doutrina Monroe adaptada à era Trump.

Informação baseada em notícias, análises de política internacional e discussões públicas disponíveis na internet.

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