Cisgênero é a pessoa cuja identidade de gênero corresponde ao gênero que lhe foi atribuído ao nascer, ou seja, ela se reconhece no “rótulo” de homem ou mulher que recebeu na infância.

Definição básica

  • Uma pessoa cisgênero se identifica com o gênero associado ao seu sexo ao nascer (por exemplo, alguém designado “menina” ao nascer e que se vê como mulher na vida adulta).
  • Em termos simples: se o gênero com que você se sente confortável é o mesmo que foi colocado no seu registro de nascimento, você é cisgênero.

Exemplos comuns

  • Homem cis : nasceu com características biológicas masculinas, foi designado “menino” e se identifica como homem.
  • Mulher cis : nasceu com características biológicas femininas, foi designada “menina” e se identifica como mulher.

Diferença para transgênero

  • Pessoas transgênero não se identificam com o gênero que lhes foi atribuído ao nascer; seu gênero interno é diferente dessa designação.
  • “Cis” e “trans” não têm relação com orientação sexual (ser hetero, bi, gay, etc.), que é sobre por quem a pessoa sente atração, não sobre identidade de gênero.

Por que o termo existe?

  • O termo cisgênero ajuda a mostrar que não é só a identidade trans que “tem nome”; todo mundo tem uma posição no sistema de gênero, inclusive quem se encaixa no padrão.
  • Essa nomeação é importante em debates sobre direitos, inclusão e privilégio, porque evidencia que viver sem questionar o gênero atribuído ao nascer costuma trazer certas facilidades sociais.

Debates e críticas

  • Em alguns círculos feministas e acadêmicos há críticas ao uso de “cisgênero”, sob o argumento de que o termo pressuporia uma identidade de gênero “interna” em todas as pessoas, o que nem todo mundo concorda.
  • Mesmo com debates, o termo é amplamente usado em pesquisas, mídias e políticas públicas para falar de identidade de gênero de forma mais precisa e respeitosa.

TL;DR: cisgênero é quem se identifica com o gênero que recebeu ao nascer; se isso não acontece, geralmente falamos em pessoas transgênero.