Nicolás Maduro foi presidente da Venezuela e, desde 2013, seu governo marcou o país por forte crise econômica, acusações de autoritarismo e, agora em 2026, por uma operação militar dos EUA que mudou totalmente a situação política venezuelana.

Quem é Nicolás Maduro

  • Nicolás Maduro foi motorista de ônibus, sindicalista e depois chanceler de Hugo Chávez antes de ser escolhido como seu sucessor político.
  • Assumiu a presidência em 2013, após a morte de Chávez, e desde então se manteve no poder em meio a eleições contestadas e forte polarização interna.

O que ele fez no governo

  • Seu governo é associado a uma profunda crise econômica: hiperinflação, queda brutal do PIB, colapso de serviços públicos e uma onda de migração de milhões de venezuelanos para países vizinhos.
  • Diversos organismos e governos estrangeiros acusam o governo Maduro de violar direitos humanos, prender opositores, reprimir protestos e controlar instituições como Judiciário e órgão eleitoral, o que alimenta a visão de que se trata de um regime autoritário.

Eleições e denúncias de fraude

  • Em 2024, o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela declarou Maduro vencedor de mais uma eleição presidencial, mas a oposição divulgou dados paralelos alegando que o opositor Edmundo González teve maioria dos votos.
  • Governos e observadores externos apontaram falta de transparência e relataram perseguição a candidatos opositores, reforçando as denúncias de fraude eleitoral.

Acusações de narcotráfico e “narco-Estado”

  • Os EUA já vinham acusando Maduro e figuras do alto escalão de chefiar ou proteger redes de narcotráfico, chamando a Venezuela de “narco-Estado” e oferecendo inclusive recompensas por informações sobre o círculo de poder venezuelano.
  • Em 2020, um tribunal dos EUA apresentou uma acusação formal por “narcoterrorismo” contra Maduro, que passou a ser usada como base jurídica para novas medidas e, mais tarde, para a operação militar de 2026.

O que aconteceu agora em 2026

  • Em 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos lançaram ataques aéreos contra vários alvos no norte da Venezuela, inclusive em Caracas, dentro da chamada Operação Southern Spear.
  • Durante ou logo após os ataques, Donald Trump anunciou que Maduro e sua esposa haviam sido capturados e levados para fora da Venezuela, com a promessa de que enfrentariam a justiça norte-americana com base nas acusações de narcoterrorismo.

Reação interna e internacional

  • O governo venezuelano declarou estado de emergência, denunciou “grave agressão militar” dos EUA e exigiu “prova de vida” de Maduro e da esposa, afirmando oficialmente que eles estavam desaparecidos.
  • Diversos países e organizações internacionais criticaram ou expressaram preocupação com a ofensiva militar dos EUA, alertando que a ação cria um precedente perigoso de intervenção armada e pode agravar ainda mais a crise regional.

Em resumo, “o que fez Nicolás Maduro” envolve tanto sua trajetória como líder chavista acusado de quebrar a economia e restringir liberdades na Venezuela, quanto o fato recente de ter se tornado alvo direto de uma operação militar dos EUA que resultou em sua captura, segundo o governo norte‑americano.

Nota: a situação é muito dinâmica; novas informações sobre o destino de Maduro e o futuro político da Venezuela ainda podem surgir nas próximas horas e dias.

Informação recolhida a partir de dados públicos e notícias disponíveis na internet.