Havaianas não “faliu” nem desapareceu, mas entrou numa grande polêmica política no fim de 2025 por causa de uma campanha de fim de ano que gerou boicote da direita e muita discussão nas redes.

O que aconteceu com a Havaianas

  • A marca lançou uma campanha de Ano Novo/2026 com a atriz Fernanda Torres, usando a frase “não quero que você comece 2026 com o pé direito”, fazendo um trocadilho com o clichê de “começar com o pé direito”.
  • Parte da direita interpretou isso como uma provocação política (“ataque à direita”) e iniciou um movimento de boicote à marca nas redes sociais.
  • Deputados e influenciadores alinhados ao bolsonarismo divulgaram vídeos e posts pedindo para que as pessoas deixassem de comprar Havaianas, transformando o caso em pauta de “guerra cultural”.

Impacto na imagem e nas vendas

  • A polêmica derrubou temporariamente o valor de mercado da Alpargatas (dona da Havaianas) em mais de 2% em um dos dias de crise, refletindo o medo inicial dos investidores.
  • Em seguida, as ações se recuperaram, e analistas de mercado chegaram a apontar que o engajamento digital explodiu e que o efeito real nas vendas físicas ainda era incerto ou limitado no curto prazo.
  • Nas redes, o assunto rapidamente virou meme: muita gente ironizou o boicote e tratou a campanha mais como publicidade gratuita do que como “fim da marca”.

Clima político em torno da marca

  • O boicote à Havaianas virou mais um símbolo da polarização no Brasil, em um contexto em que a extrema direita busca novos temas para mobilizar sua base após o desgaste político de Bolsonaro.
  • Analistas destacam que marcas de grande alcance, como Havaianas, viraram alvo fácil em disputas ideológicas: qualquer slogan com duplo sentido pode ser lido como “ataque” por um dos lados.
  • Ao mesmo tempo, a repercussão colocou a sandália no centro do debate cultural, reforçando como consumo e “boicotes” passaram a funcionar quase como atos de voto simbólico.

Situação atual da Havaianas

  • A marca segue operando normalmente, lançando coleções e fazendo ajustes estratégicos em mercados como Estados Unidos e Canadá, onde mudou o modelo de operação para atuar via distribuidor exclusivo.
  • A crise de imagem ainda rende debates, vídeos de análise de marketing e discussões em fóruns e redes, mas até o momento é tratada mais como um case de publicidade na era da polarização do que como a “morte” da empresa.
  • Em termos de internet e conversa de bar, “o que houve com a Havaianas” hoje é basicamente: uma campanha mal interpretada politicamente que virou alvo de boicote, memes e muita análise de marketing.

TL;DR: Havaianas não quebrou; virou alvo de boicote da direita por causa de um comercial com a Fernanda Torres (“não quero que você comece 2026 com o pé direito”), o que gerou queda momentânea nas ações, aumento enorme de engajamento online e transformou a marca em mais um capítulo da polarização política brasileira.