Havaianas se envolveu recentemente em uma grande polêmica no Brasil por causa de um comercial de fim de ano que foi lido como uma provocação política pela direita brasileira.

O que a Havaianas fez

No novo anúncio de fim de ano, a marca colocou a atriz Fernanda Torres dizendo que não quer que as pessoas comecem 2026 “com o pé direito”, mas sim “com os dois pés”.

Setores da direita interpretaram a expressão “não começar com o pé direito” como um recado contra conservadores, em plena pré-eleição presidencial, e passaram a acusar a marca de ter “escolhido um lado político”.

Reação da direita e chamado de boicote

Políticos ligados ao bolsonarismo gravaram vídeos jogando chinelos no lixo e pedindo boicote à Havaianas nas redes sociais.

Deputados conservadores publicaram mensagens dizendo que a marca “deixou de ser símbolo nacional” e que “a direita optou pelo boicote”, transformando o comercial em pauta de guerra cultural.

Impacto na marca e nas ações

A controladora da Havaianas, a Alpargatas, chegou a registrar queda de mais de 2% no valor de mercado logo após a polêmica, refletindo o medo inicial de investidores.

Apesar disso, analistas destacam que a empresa vinha de um trimestre forte, com aumento de receita da Havaianas, e que o engajamento digital da marca explodiu com o debate e os memes.

Como o público em geral reagiu

Fora da bolha mais politizada, muita gente respondeu com espanto e depois com humor, transformando a polêmica em piada e inundando a internet com memes sobre “fantasmas” e “inimigos imaginários”.

As redes da Havaianas cresceram rápido: em cerca de 48 horas, o perfil da marca no Instagram saltou de cerca de 4 milhões para 4,3 milhões de seguidores, uma espécie de “propaganda gratuita” gerada pelo próprio boicote.

Contexto político e por que virou assunto

O caso estourou em um momento de forte tensão política, com a direita brasileira fragmentada depois da condenação de Bolsonaro e em busca de novas pautas para mobilizar sua base.

Especialistas em política e comunicação enxergam esse boicote como mais um capítulo da guerra cultural, onde marcas viram alvos simbólicos, enquanto boa parte da população observa com cansaço e usa a situação mais para fazer piada do que para mudar de consumo.

Informação baseada em notícias e discussões públicas recentes sobre a campanha de fim de ano da Havaianas e a reação política ao comercial.

Informação reunida a partir de dados e notícias disponíveis publicamente na internet.