o que aconteceu com havaianas
A Havaianas não “acabou”, mas entrou no centro de uma grande polêmica política no Brasil em dezembro de 2025, que gerou campanha de boicote, muito barulho nas redes e até perda temporária de valor de mercado, mas também um pico enorme de visibilidade para a marca.
O que desencadeou a crise
- Tudo começou com um comercial de fim de ano da Havaianas para o Réveillon 2025/2026, estrelado pela atriz Fernanda Torres.
- No vídeo, ela diz que não quer que as pessoas comecem 2026 “com o pé direito”, e sim “com os dois pés”, subvertendo a expressão comum de “dar sorte” para falar de atitude e entrar no ano com tudo.
Por que a direita se revoltou
- Setores da direita e da extrema direita interpretaram a frase “não começar com o pé direito” como uma provocação política, associando “direita” do ditado à direita ideológica, num contexto já muito polarizado no país.
- Parlamentares ligados ao bolsonarismo, como Eduardo Bolsonaro e outros nomes conservadores, começaram a publicar vídeos jogando chinelos no lixo e conclamando um boicote à marca, dizendo que a Havaianas “escolheu um lado”.
Boicote, Havan e efeito nas vendas
- A rede varejista Havan anunciou que deixaria de vender Havaianas em suas lojas, o que virou símbolo do boicote entre apoiadores da direita.
- As ações da Alpargatas (dona da Havaianas) chegaram a cair mais de 2% em meio ao ruído, refletindo o medo inicial dos investidores de que a crise de imagem atingisse vendas e reputação da marca.
Reação do público e impacto real
- Fora da bolha mais politizada, grande parte do público reagiu com surpresa, deboche e memes, transformando o boicote em tema de piada e gerando ainda mais repercussão espontânea para a campanha.
- Em poucas horas, as redes da Havaianas ganharam centenas de milhares de novos seguidores (por exemplo, o Instagram teria saltado de cerca de 4 milhões para 4,3 milhões em 48 horas), o que mostra que a controvérsia também funcionou como propaganda gratuita de grande alcance.
E hoje, no “pós-polêmica”?
- Especialistas em marketing e mercado apontam que, apesar do ruído político e das ações oscilarem no curtíssimo prazo, a marca continua forte, com receita em alta em 2025 e impacto mais concentrado em imagem e opinião pública do que em colapso de negócio.
- Analistas também observam que o episódio virou estudo de caso sobre como a polarização transforma um simples comercial de 30 segundos em “guerra cultural” e como marcas de massa, como a Havaianas, vão ter de navegar esse cenário em campanhas futuras.
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