O Carnaval tem origem em festas da Antiguidade, ligadas tanto a rituais pagãos quanto, depois, ao calendário cristão, e só muito mais tarde ganhou a cara brasileira com entrudo, samba e desfiles.

Raízes antigas: festa, inversão e excesso

  • Na Antiguidade, já existiam festas em que a ordem social era “virada de cabeça para baixo”, com muita comida, bebida e brincadeiras.
  • Na Babilônia, as Saceias permitiam que um prisioneiro assumisse o lugar do rei por alguns dias, simbolizando essa inversão de papéis.
  • Em Roma, festas como a Saturnália tinham clima de liberdade, suspensão de normas e exageros, elementos que lembram o espírito carnavalesco.

Um traço comum era a ideia de viver um período de licença, riso e descontrole controlado, antes de “voltar ao normal”.

Origem do termo “carnaval”

  • Uma explicação muito aceita diz que vem do latim “carnis levale”, “retirar a carne”, referência ao período que antecede a Quaresma, quando os cristãos deveriam reduzir ou abandonar o consumo de carne e prazeres.
  • Outra hipótese associa ao latim “carna vale” (“adeus à carne”), reforçando a ideia de despedida dos excessos antes de um tempo de penitência.

Ambas as leituras apontam para o mesmo sentido: aproveitar intensamente antes de um ciclo de restrição religiosa.

Idade Média: festa ligada ao cristianismo

  • Na Idade Média europeia, o carnaval se consolidou como período de folia antes da Quarta-feira de Cinzas e da Quaresma.
  • Era um momento de extravasar impulsos, rir das autoridades, usar máscaras, fantasias e brincar com a inversão de papéis sociais.
  • A Igreja não “inventou” o Carnaval, mas ajudou a moldar e enquadrar essas festas dentro do calendário cristão, ligando-as ao ciclo pascal.

Assim, celebrações que vinham de tradições pagãs foram sendo cristianizadas, sem perder totalmente o clima de excesso e transgressão.

Chegada ao Brasil e transformação

  • No Brasil, o Carnaval chega com os portugueses, especialmente por meio do “entrudo”, brincadeira de jogar água, farinha, ovos e tintas nas pessoas nas ruas.
  • Africanos escravizados passaram a participar com seus ritmos, danças e batuques, que se misturaram às músicas europeias, dando origem a marchinhas, samba e muitos outros gêneros.
  • Aos poucos, surgiram sociedades carnavalescas, cordões, ranchos e, mais tarde, escolas de samba e desfiles organizados em grandes avenidas.

O resultado foi um Carnaval com identidade própria, que hoje mistura religiosidade de origem, cultura popular, indústria do turismo e grande espetáculo midiático.

Em resumo

  • Origem remota: rituais e festas da Antiguidade, com inversão social e exageros.
  • Nome e forma medieval: ligado ao calendário cristão, como folia antes da Quaresma.
  • No Brasil: trazido pelos portugueses (entrudo) e transformado pela mistura com culturas africanas e indígenas, até virar a grande festa popular conhecida hoje.

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