O ataque dos Estados Unidos à Venezuela em 2026 foi oficialmente justificado por Washington como uma operação para capturar Nicolás Maduro, combater o narcotráfico e enfrentar supostos vínculos do governo venezuelano com terrorismo e crime organizado. Já o governo venezuelano e vários analistas afirmam que o verdadeiro objetivo seria o controle de petróleo e outros recursos estratégicos, além de reforçar a influência dos EUA na região.

Versão rápida

  • Motivo oficial:
    • Capturar Maduro e levá‑lo à Justiça nos EUA.
    • Combater narcotráfico e grupos criminosos supostamente ligados ao regime.
  • Motivo apontado por críticos:
    • Interesse em petróleo e minerais venezuelanos.
    • Reafirmação da “Doutrina Monroe” (EUA como potência dominante no hemisfério).

O que os EUA dizem

As autoridades norte‑americanas e o presidente Donald Trump declararam que:

  • A operação foi um “ataque em grande escala” para capturar Nicolás Maduro, que teria sido retirado do país sob custódia dos EUA.
  • O governo acusava Maduro de:
    • Envolvimento em narcotráfico internacional.
    • Ligações com organizações terroristas.
    • Utilizar o Estado venezuelano como plataforma de crime organizado.

Essas alegações já vinham sendo usadas há meses para justificar operações navais e pressões econômicas na região do Caribe.

O que Caracas e aliados alegam

O governo venezuelano classifica o ataque como:

  • “Gravíssima agressão militar” e “guerra colonial” contra a soberania da Venezuela.
  • Uma tentativa de:
    • Apropriar‑se das enormes reservas de petróleo e minerais do país.
    • Imponer um governo alinhado a Washington, repetindo padrões históricos de intervenção na América Latina.

Lideranças regionais como Lula da Silva também falaram em afronta à soberania e perigo de precedente para toda a comunidade internacional.

Fatores de fundo

Além dos discursos oficiais, vários elementos ajudam a entender o contexto:

  • Meses de escalada militar dos EUA no Caribe, incluindo navios de guerra e operações contra barcos suspeitos de tráfico de drogas, já indicavam preparação para algo maior.
  • Analistas ligam a ofensiva a:
    • Disputa geopolítica com China e Rússia, presentes no setor de energia venezuelano.
    • Crise econômica e política interna nos EUA, em que uma ação externa pode funcionar como demonstração de força.

Resumindo em linguagem bem direta

  • “Motivo oficial”: tirar Maduro do poder sob o argumento de narcotráfico e terrorismo.
  • “Motivo estrutural”: petróleo, recursos naturais e influência geopolítica na América Latina.
  • A explicação completa mistura segurança, economia e poder, e por isso gera tanta discussão em notícias e fóruns políticos.

Informação baseada em notícias recentes, análises políticas e cobertura internacional acessíveis ao público.