O Brasil pagou à Bolívia 2 milhões de libras esterlinas pela incorporação do Acre, no Tratado de Petrópolis, em 17 de novembro de 1903.

Contexto rápido

  • O acordo fez parte do fim da chamada Guerra do Acre, conflito por uma região rica em borracha na fronteira entre Brasil e Bolívia.
  • Além do pagamento em dinheiro, o Brasil se comprometeu a construir a ferrovia Madeira-Mamoré para garantir escoamento da produção boliviana até a bacia Amazônica.

O que entrou no “preço” do Acre

  • Indenização: 2 milhões de libras esterlinas pagos em duas parcelas, como compensação direta à Bolívia pela cessão do território.
  • Obrigações de infraestrutura: construção da ferrovia Madeira-Mamoré e concessão de direitos de trânsito e facilidades portuárias para a Bolívia em território brasileiro.
  • Ajustes territoriais: o Brasil também cedeu uma pequena faixa de terras em outra área de fronteira, entre os rios Abunã e Madeira.

Curiosidade: mito do “cavalo”

  • A ideia de que o Acre foi “comprado por um cavalo” é um mito popular, sem base nos termos reais do tratado.
  • Esse tipo de frase costuma aparecer em discursos políticos e em conversas informais, mas contraria a documentação diplomática da época.

Em resumo, o Acre não foi “barato”: envolveu dinheiro, concessões territoriais e um grande projeto ferroviário, tudo amarrado no Tratado de Petrópolis de 1903.

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