o que esta acontecendo no ira
No Irã, está ocorrendo um grande levante nacional contra o regime, com protestos quase diários desde o fim de dezembro de 2025 e uma repressão extremamente violenta pelas forças de segurança.
Principais fatos agora
- Protestos começaram em 28 de dezembro de 2025 e se espalharam por praticamente todas as 31 províncias do país, incluindo grandes cidades como Teerã, Mashhad, Tabriz, Ahvaz e várias cidades menores e rurais.
- As manifestações são contra o regime teocrático, a crise econômica, a corrupção e a repressão política; muitos protestos têm palavras de ordem pedindo o fim do sistema atual e a saída do líder supremo Ali Khamenei.
- Há relatos de uso de munição real, tiros na cabeça e no rosto, gás lacrimogêneo e forte presença da Guarda Revolucionária (IRGC) e da milícia Basij contra os manifestantes.
Número de mortos e repressão
- Fontes de oposição falam em mais de 3.000 mortos desde o início dos protestos, com alguns relatos de mídia e grupos locais mencionando números ainda mais altos em certas noites de repressão.
- Hospitais e institutos médicos estariam sobrecarregados, e há denúncias de corpos exibidos em TV estatal com versões oficiais que culpam “terroristas” ou “agitadores” pelos assassinatos.
- Organizações ligadas à oposição descrevem o episódio como um dos massacres mais graves da história recente do Irã, com internet bloqueada e linhas telefônicas cortadas em vários momentos para dificultar a divulgação de vídeos e informações.
Expansão dos protestos
- Análises independentes indicam que o número de protestos por dia cresceu bastante nos primeiros dias de janeiro, passando de poucas dezenas para dezenas de atos em várias cidades, inclusive em áreas rurais onde o regime tem menos controle direto.
- As manifestações não ocorrem apenas nas grandes capitais de província; há registro de forte mobilização em cidades médias e pequenas, que tradicionalmente eram vistas como mais conservadoras ou base do regime.
- Em algumas localidades, manifestantes responderam com ações mais duras, como incêndio de prédios ligados à milícia Basij ou veículos de segurança, o que está sendo usado pelo governo para justificar ainda mais repressão.
Situação política e internacional
- O regime iraniano demonstra preocupação com a segurança interna, especialmente em regiões historicamente sensíveis como a província de Sistan e Baluchistão, onde já havia atividade dissidente e conflitos anteriores.
- Autoridades iranianas falam publicamente em “não ter misericórdia”, ameaçando execuções e punições severas para quem participa do “motim”, enquanto tentam apresentar os protestos como complôs estrangeiros.
- Internacionalmente, cresce o isolamento diplomático, com parlamentos e governos ocidentais discutindo sanções adicionais e limitações de contato com representantes do regime, segundo grupos de oposição no exílio.
O que observar nos próximos dias
- Se os protestos vão continuar com a mesma intensidade mesmo sob blackout de internet e forte violência.
- Se surgirá alguma liderança mais organizada dentro do movimento, já que hoje há forte participação popular, mas sem uma direção única clara.
- Qual será a resposta da comunidade internacional em termos de sanções, investigações sobre mortes de civis e eventuais iniciativas em organismos multilaterais.
Informação em tempo real pode mudar rapidamente em contextos de crise; números de mortos, presos e cidades afetadas ainda podem ser reajustados conforme novos dados independentes surgirem.
Nota: Informação obtida de fontes públicas e cobertura internacional; em um cenário de internet bloqueada e mídia controlada, sempre existe risco de subnotificação ou divergência entre números oficiais e de oposição.