A polêmica com as Havaianas surgiu por causa de um comercial de fim de ano considerado “politizado” por parte da direita brasileira, que reagiu com uma campanha de boicote à marca.

O que aconteceu no comercial

No centro da treta está uma propaganda de fim de ano da Havaianas, estrelada pela atriz Fernanda Torres.

No vídeo, ela faz um jogo de palavras com a expressão “começar o ano com o pé direito” e diz que não quer que as pessoas comecem 2026 “no pé direito, mas com os dois pés”, incentivando a “ir com tudo, de corpo e alma, da cabeça aos pés”.

Para muita gente, o comercial é apenas uma mensagem leve de virada de ano, falando de se jogar na vida, praia, verão e consumo do produto.

Mas uma parte da direita enxergou ali uma mensagem subliminar contra o “direita”, ou seja, um recado político velado.

Por que a direita chamou boicote

Líderes e influenciadores alinhados ao bolsonarismo passaram a acusar a marca de atacar conservadores e “fazer propaganda de esquerda”.

Alguns nomes de destaque:

  • Eduardo Bolsonaro gravou vídeo jogando um par de Havaianas no lixo, dizendo que achava que a marca era “um símbolo nacional”, mas que estava enganado.
  • Deputados e comunicadores de direita postaram mensagens convocando boicote, afirmando que a Havaianas teria “escolhido um lado” na disputa política.

Nas redes, frases como “Havaianas nunca mais” e “pé descalço, mas não de Havaianas” passaram a circular, com vídeos de pessoas se desfazendo das sandálias.

Como o público em geral reagiu

Fora da bolha mais politizada, a reação predominante foi de estranhamento e deboche.

Muitos viram a polêmica como exagero, fazendo piadas com a ideia de que um chinelo virou “inimigo ideológico”.

  • Memes comparando “pé direito” literal com “direita política” foram amplamente compartilhados.
  • Usuários comentaram que “é só chinelo e trocadilho de fim de ano”, acusando a extrema direita de criar “inimigos imaginários”.

Enquanto isso, a própria marca ganhou uma enxurrada de exposição gratuita: em poucos dias, o perfil da Havaianas no Instagram subiu de cerca de 4 milhões para 4,3 milhões de seguidores.

Efeitos na marca e no mercado

No curtíssimo prazo, o barulho chegou a afetar o mercado financeiro: as ações da Alpargatas, dona da Havaianas, caíram mais de 2% em um dia, refletindo o medo de que o boicote ganhasse força.

Logo em seguida, porém, os papéis se recuperaram, sugerindo que o impacto econômico real do boicote foi limitado.

Do ponto de vista de imagem:

  • A marca ficou no centro do noticiário e das redes, associada a um embate político, mesmo sem ter feito menção explícita a partidos ou candidatos.
  • Analistas apontam que a reação da direita também tem relação com o momento de desorganização do campo bolsonarista, que busca temas simbólicos para manter mobilização após a prisão de Jair Bolsonaro.

Em resumo: qual é a polêmica com as Havaianas?

  • Tudo começou com um comercial de fim de ano com trocadilho envolvendo “pé direito”.
  • Setores da direita interpretaram isso como indireta política e lançaram um boicote.
  • A maior parte do público tratou a treta como exagero e transformou o tema em meme.
  • A marca sofreu um susto na bolsa, mas também ganhou exposição e novos seguidores nas redes.

TL;DR: “A polêmica com as Havaianas” é basicamente uma guerra cultural em torno de um comercial com trocadilho sobre “pé direito”, que a extrema direita leu como provocação política e tentou transformar em boicote, enquanto o resto do país, em grande parte, reagiu com ironia e memes.

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